quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dublin by bike

Dia desses a minha host me presenteou com um voucher do Dublin City Bike Tour, uma empresa que realiza passeios por Dublin de bicicleta. Fiquei bastante animada, pois aqui, assim como em muitas cidades europeias, andar de bicicleta é super tranquilo. Há faixas e os ciclistas são respeitados, desde que sejam identificados como tais. Não tenho certeza se é obrigatório, mas normalmente vejo ciclistas com capacetes e faixas sinalizadoras.

Embora não se possa confiar no clima de Dublin, a previsão do tempo alertou que o domingo seria ensolarado, com máxima de 19ºC. Pensei que seria "O" dia para fazer o tal tour. Não tive dúvidas. Agendei um dia antes e, no domingo, às 9h30, lá estava eu no ponto de encontro, morrendo de sono, mas pronta para pedalar. A previsão não errou. O dia estava perfeito. Saímos às 10h20, eu, duas francesas e os dois guias, com o objetivo de cumprir os 7,5 km, em mais ou menos 3h de passeio.

O interessante não é só a questão de conhecer um pouco de Dublin de bicicleta, mas visitar pontos diferentes, que não são tão famosos, embora relevantes na história do país. A exemplo da primeira parada do tour, que é o Famine Memorial. Trata-se de um monumento com esculturas de pessoas caminhando em direção ao cais. Elas representam aqueles que partiram rumo a outros países, por volta de 1845, quando um fungo atingiu as plantações de batatas, deixando quase um milhão de pessoas com fome. Muitas morreram, ficaram doentes ou deixaram o país.

Passamos pela ponte da harpa (para quem não sabe, a harpa é um dos símbolos irlandeses); pela roda gigante - bem no estilo London Eye - que foi instalada recentemente; por ruas dedicadas ao U2 e locais de ensaio da banda; por uma área linda, na qual fica localizado o moderno Grand Theatre, projetado por Daniel Libeskind, arquiteto responsável pela reconstrução do World Trade Center. Fomos na Merrion Square, no Merrion Square Park, onde há estátua de Oscar Wilde; vimos também a estátua do poeta Patrick Kavanagh no Grand Canal e passamos a mão na cabeça dele. Segundo os guias, a lenda diz que dá sorte. Nesse momento, enquanto um dos guias toca flauta, o outro lê um dos poemas de Kavanagh. O roteiro ainda inclui St. Patrick's Church, Christ Church Cathedral e O'Connel Street. 

Ufa! As pernas estavam mortas quando o tour acabou, mas é algo que vale bastante a pena para quem gosta de unir ciclismo, aventura e arte. E, claro, quiser conhecer Dublin de uma forma diferente. Bem diferente.

 Fotos aqui.

4 comentários:

  1. Beeeem legal, meu amor!

    Pena eu não poder fazer esse tour. Bikes e eu não combinam! hehheheeh

    E cultura é outra história, né? Guias lendo poesia e tocando flauta... Se fosse por aqui era tocando pandeiro e cantando um pagode seboso! =P

    Beeeeeeeeeeeejo
    Saudade enormeeee

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  2. Poxa Taty. Que passeio MARAVILHOSO. Eu quero fazer. Você já está quase voltando né? Pena que não vamos nos encontrar. Estarei indo no começo de novembro :D. Consegui um desconto muito bom na escola de Bray e não pode perder a oportunidade né? Estou muito empolgado. Curta muito os últimos dias de Dublin. Muito sucesso!

    Beijo

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  3. Menino, vc sumiu! Mas já conseguiu fechar a viagem? Q bom! E faça mesmo o tour pq vale mt a pena! Qual dia vc chega aqui? Irei embora no dia 27 de outubro.
    Beeeijo

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  4. Olha só pra isso! Toda viradinha!
    Deve ter sido uma experiência ótima!
    Bjs

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